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A
palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava,
no início da era cristã, o relato de acontecimentos em
ordem cronológica (a narração de histórias
segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve
registro de eventos.
No século XIX, com o desenvolvimento da imprensa, a crônica
passou a fazer parte dos jornais. Ela apareceu pela primeira vez em
1799, no Journal de Débats, publicado em Paris.
Esses textos comentavam, de forma crítica, acontecimentos que
haviam ocorrido durante a semana. Tinham, portanto, um sentido histórico
e serviam, assim como outros textos do jornal, para informar o leitor.
Nesse período as crônicas eram publicados no rodapé
dos jornais, os "folhetins".
Essa prática foi trazida para o Brasil na segunda metade do século
XIX e era muito parecida com os textos publicados nos jornais franceses.
Alencar foi um dos escritores brasileiros
a produzir esse tipo de texto nesse período .
Com o passar do tempo, a crônica brasileira foi, gradualmente,
distanciando-se daquela crônica com sentido documentário
originada na França. Ela passou a ter um caráter mais
literário, fazendo uso de linguagem mais leve e envolvendo poesia,
lirismo e fantasia.
Diversos escritores brasileiros de renome escreveram crônicas:
Machado de Assis, João do Rio, Rubem Braga, Rachel de Queiroz,
Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Henrique Pongetti, Paulo
Mendes Campos, Alcântara Machado, etc.
Ainda hoje há diversos escritores que desenvolvem esse gênero,
publicando textos em jornais, revistas e sites.
A
seguir:
Características da crônica
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