
![]() |
Uso
do Dicionário
|
||
|
A importância do dicionário É preciso criar o hábito de pesquisar em dicionários. Não é possível ficar satisfeito com o desconhecimento de palavras e de seus significados. Se for preciso, pare a leitura e consulte um bom dicionário. Grandes nomes de nossa música popular recorrem ao dicionário quando necessário. Veja um depoimento a esse propósito de Erasmo Carlos: Roberto Carlos e eu, a gente trabalha de todas as maneiras possíveis e imagináveis porque ambos tocam e ambos escrevem. Logicamente a gente conta com Deus e com um dicionário de rimas, de sinônimos e antônimos e com o dicionário Aurélio. Já Tom Jobim disse certa vez que só
usa o dicionário se procura algo especial, o que é compreensível.
Ele era muito culto, conhecia muitas palavras. Basta atentar para o
texto da canção "Águas de março",
um desfile de substantivos sofisticados, índice de domínio
do idioma. No dicionário de sinônimos e antônimos
há, para cada palavra, aquelas que portam significado oposto
ou semelhante. Regência é o mecanismo de relação entre as palavras. Há dicionários de regência. Neles podemos descobrir que "quem gosta gosta de" quando o sentido é achar bom, ter afeição. Ex: Eu gosto de vinho. Mas será que é possível "Eu gosto vinho"? Sim, é possível. Se eu "gosto vinho", eu experimento vinho, eu provo, eu saboreio, eu degusto. É o dicionário de regência que vai nos ensinar isso. Há ainda o dicionário etimológico. Ele nos ensina a origem das palavras. Se procuramos a palavra "egocêntrico", por exemplo, descobrimos que "ego" vem do latim e significa "eu"; "egocêntrico", portanto, significa aquele que centraliza tudo no eu, ou melhor, em si mesmo. |