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O
Bloco Socialista - Leste Europeu |
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Em junho de 1941, a União Soviética
era invadida pelas tropas de Adolf Hitler. O objetivo era aniquilar o
que Hitler chamava de "câncer comunista". Depois de três anos
de guerra em solo soviético e quase trinta milhões de mortos,
o Exército Vermelho de Josef Stalin reverteu a situação
e iniciou sua marcha rumo a Berlim, a capital da Alemanha na época
da Segunda Guerra Mundial. Os soviéticos foram os primeiros a ocupar
Berlim, em abril de 1945. Cercado pelos comunistas, o führer cometeu
suicídio, em 30 de abril. Dois dias depois, Berlim capitulou.
Conferência de Potsdam: formação do bloco socialista
De um modo geral, a ocupação da Europa do Leste pelo Exército Vermelho e a imposição da política de Moscou aconteceram sem grandes resistências. As instituições políticas e as organizações sociais haviam sido desmanteladas pelas tropas de Hitler. Na Albânia e na Iugoslávia, no entanto, a União Soviética encontrou lideranças e instituições mais sólidas. Na Iugoslávia havia uma estrutura comunista bem organizada por Josip Broz Tito. O dirigente, após anos de resistência contra o ocupante nazista, decidiu não compartilhar com Stalin as decisões sobre os destinos de seu país. Até sua morte, em 1980, manteve uma política independente de Moscou. Na Albânia aconteceu um processo semelhante. O líder comunista Enver Hodja havia estruturado um forte grupo de resistência ao ocupante italiano, e assumido o poder após a derrota do Eixo, em 1945. Hodja também ficaria no poder até morrer, em 1985. Mas, diferentemente de Tito, manteve boas relações com Stalin. No final de 1948, Moscou estendia seu domínio até a Europa Central, numa vasta região que englobava a Polônia, a Hungria, a Tchecoslováquia, a Romênia e a Bulgária. Alemanha: divisão complexa A inclusão da Alemanha no bloco socialista foi mais complicada, porque o país estava dividido em dois.
Os soviéticos, por sua vez, decidiram retirar seu representante do Conselho de Controle Interaliado, que administrava a Alemanha desde a Conferência de Potsdam. Com a saída soviética, a Grã-Bretanha, a França e os Estados Unidos realizaram uma reforma monetária na Alemanha. Surgiu uma nova moeda, o Deutche Mark, desvinculada da moeda emitida no leste pela União Soviética. Em pouco tempo, o novo dinheiro invadiu o setor oriental, criando instabilidade na economia socialista e gerando a primeira crise berlinense. Em junho de 48, Stalin ordenou o bloqueio de Berlim, proibindo a entrada de trens e caminhões de suprimentos no setor capitalista da cidade. Em reação, os países ocidentais organizaram uma grande ponte aérea, que por quase um ano abasteceu os dois milhões de habitantes do lado oeste de Berlim. O bloqueio foi suspenso em maio de 49. Em seguida, foi anunciada a criação da República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, com capital em Bonn. Em outubro de 49, foi proclamada a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, com capital em Berlim Oriental. Nos primeiros anos do pós-guerra, o mundo estava se acomodando à nova ordem econômica e política, regida pelas duas maiores potências, Estados Unidos e União Soviética. Com a divisão formal da Alemanha, em 1949, estava configurada a Cortina de Ferro, como Churchill referia-se ao bloco socialista. E, com ela, o cenário definitivo da Guerra Fria na Europa.
Plano Marshall: reação ocidental
Àquela altura o Plano Marshall estava em plena execução, com grandes investimentos americanos na Europa. O Plano Marshall havia surgido a partir da Doutrina Truman, lançada em 1947 pelo presidente americano Harry Truman. Segundo a doutrina, os Estados Unidos não mediriam esforços para conter o expansionismo soviético.
A criação da OTAN
Os Estados Unidos queriam assegurar a hegemonia militar na Europa capitalista, e também garantir um ataque rápido e eficiente no caso de um confronto com a União Soviética. No momento de criação da OTAN, tropas soviéticas e americanas realizavam manobras provocativas nas fronteiras da Alemanha. Eram tensas as relações entre Washington e Moscou. Em março de 53, Stalin morria sem ter presenciado qualquer turbulência mais séria num país sob influência soviética. O primeiro conflito aconteceria logo em seguida, em junho, quando uma greve de operários de Berlim Oriental seria reprimida com violência pelo exército da Alemanha socialista. Com a morte de Stalin, teve início uma guerra surda na cúpula do Partido Comunista soviético. Em setembro de 53, Nikita Khruschev foi eleito primeiro-secretário do Partido. Mas o novo líder consolidaria seu poder somente em 1955. Para se fortalecer no Partido e isolar os adversários, Khruschev adotou uma linha reformista e rompeu com o stalinismo, denunciando os crimes de Stalin durante o Vigésimo Congresso do Partido Comunista, em 1956. Na área da política externa, o novo líder propôs o diálogo e a coexistência pacífica.
A criação do Pacto de Varsóvia
Também em 56, os operários poloneses, influenciados pela Igreja Católica, iniciaram uma série de protestos que o Partido Comunista reprimiu antes da intervenção do Pacto. |