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O
Terrorismo |
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Sempre que ouvimos falar em terrorismo, lembramos logo dos atentados a bomba, dos seqüestros de avião e de outras ações violentas praticadas por extremistas. E pensamos nas vítimas, em geral pessoas inocentes, muitas vezes mulheres e crianças, que apenas estavam no lugar errado na hora errada. O método básico do terrorismo é a destruição da vida humana, em nome de certos princípios ideológicos, políticos ou religiosos.
O que é terrorismo? Formalmente, terrorismo é o uso da
violência sistemática, com objetivos políticos, contra
civis ou militares que não estão em operação
de guerra. Existem muitas formas de terrorismo. Os terroristas religiosos
praticam atentados em nome de Deus; já os mercenários recebem
dinheiro por suas ações; os nacionalistas agem movidos por
um ideal patriótico. Há ainda os ideólogos, que armam
bombas motivados por uma determinada visão de mundo. E, muitas
vezes, o que se vê é uma mistura de tudo isso com desespero
e ódio.
Violência e terrorismo Muitas vezes ouvimos dizer que todo ato de violência é terrorismo, mas isso é força de expressão. Nem sempre um ato de violência é terrorista, mesmo quando a vítima é uma personalidade política. A tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em 1981, é um exemplo de violência sem conotação política. O autor dos disparos, John Hinckley Jr., agiu isoladamente, motivado por questões pessoais. Já o assassinato do premiê israelense Yitzhak Rabin por um extremista judeu, em 1995, este sim, foi um ato terrorista.
Terrorismo na era contemporânea Na era contemporânea, a França
conheceu o regime de terror implantado pelos jacobinos de Robespierre
a partir de 1793, pouco depois da Revolução Francesa. Quase
um século depois, em 1881, o czar Alexandre Segundo, da Rússia,
foi assassinado pela organização terrorista "Vontade do
Povo". E, no início do século XX, o estopim que deflagrou
a Primeira Guerra Mundial foi o atentado contra o arquiduque austro-húngaro
Francisco Ferdinando, em 1914. Ele foi morto pelo estudante Gavrilo Prinzip,
do grupo terrorista sérvio "Mão Negra".
José
Arbex
jornalista
Terrorismo e poderio nuclear O desenvolvimento da tecnologia nuclear, a partir do fim da Segunda Guerra, causou uma importante mudança na mentalidade das pessoas, do ponto de vista psicológico e cultural. A morte deixou de ser uma conseqüência natural da vida para se tornar uma questão política. A preservação da espécie humana passou a depender da decisão das superpotências de iniciar ou não um confronto nuclear fatal para o planeta. O mundo dos anos 50 não apresentava perspectivas muito animadoras. Na primeira metade do século, guerras, revoluções e conflitos localizados haviam consumido a vida de pelo menos 150 milhões de pessoas. Além disso, a tragédia atômica em Hiroshima e Nagasaki havia colocado o mundo sob a sombra permanente de um holocausto nuclear.
Guerrilha e terrorismo: vertentes distintas No final dos anos 50, o êxito da revolução cubana abriu novos horizontes para uma juventude desiludida. A vitória de Fidel Castro, contra uma ditadura corrupta sustentada pelos Estados Unidos, representou para muitos jovens a vitória do idealismo. Militantes de todo o mundo ganharam nova disposição de luta. Muitos jovens optaram pela vida clandestina, que oferece dois caminhos: a guerrilha e o terrorismo. A guerrilha, de um modo geral, realiza ataques contra objetivos militares e alvos estratégicos. Tenta conquistar a simpatia da população para formar seu próprio exército e, eventualmente, tomar o poder. Os grupos terroristas utilizam o método inverso, intimidando pessoas inocentes para alcançar seus objetivos. |