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Lampião: O Rei do Cangaço
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Eram freqüentes, também, os atritos entre famílias tradicionais devido s questes da posse das terras, s invases de animais e s brigas pelo comando político da região. Num desses confrontos, o pai de Lampião foi assassinado. Para vingar a morte do pai, entre outros motivos, Lampião entra para o cangaço, por volta de 1920. A princípio segue o bando de Sinhô Pereira. Mostrando-se hábil nas estratégias de luta, assume a chefia do bando em 1922, quando Sinhô Pereira deixa a vida do cangaço. Lampião e seu bando vivem de assaltos, da cobrança de tributos de fazendeiros e de "pactos" com chefes políticos. Praticam assassinatos por vingança ou por encomenda. Pela fama que alcança, Lampião torna-se o "inimigo número um" da polícia nordestina. Muitas são as recompensas oferecidas pelo governo para quem o capture. Mas as tropas oficiais sempre sofrem derrotas quando enfrentam seu bando. Como a polícia da capital não consegue sobreviver no sertão árido, surgem as unidades mveis da polícia, chamadas Volantes. Nelas se alistam os "cabras", os "capangas" familiarizados com a região. As volantes acabam tornando-se mais temidas pela população do que os prprios cangaceiros. Além de se utilizarem da mesma violência no agir, ainda contam com o respaldo do governo. Lampião ganha fama por onde passa. Muitas são as lendas criadas em torno de seu nome. Por sua vivência no sertão nordestino, em 1926, o governo do Ceará negocia a entrada de seu bando nas forças federais para combater a Coluna Prestes. Seu namoro com a lei dura pouco. Volta para o cangaço, agora melhor equipado com as armas e munições oferecidas pelo governo.
Após dezoito anos, a polícia finalmente consegue pegar o maior dos cangaceiros. Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, a Volante do tenente João Bezerra, numa emboscada feita na Grota do Angico, mata Lampião, Maria Bonita e parte de seu bando. Suas cabeças são cortadas e expostas em praça pública. Lampião e o cangaço tornaram-se nacionalmente conhecidos. Seus feitos têm sido freqüentemente temas de romancistas, poetas, historiadores e cineastas, e fonte de inspiração para as manifestações da cultura popular, principalmente a literatura de cordel. E nos versos de um poeta popular desconhecido, sua lenda se propaga: "Seo
Virgulino Ferreira, Roteiro:
Solange Martins
1. Elaborar uma smula do contedo do programa, com base nos seguintes aspectos: - contexto social em que o cangao se desenvolveu; - personalidade de Lampio; - relao com o governo; - participao das mulheres; - cultura e imaginrio popular (cordel, romances, filmes). 2. Fazer uma pesquisa sobre os costumes, vestimentas e moradia do casal Lampio e Maria Bonita, confeccionar dois bonecos (mamulengos) e criar uma minipea teatral. 3. Durante o perodo do cangao a populao vivia numa situao de medo e violncia, em que se temia os da lei (volantes) e os fora da lei (cangaceiros). Debater a atuao dos cangaceiros e das volantes. 4. Em 1953, "O Cangaceiro", filme dirigido por Lima Barreto, premiado no festival de Cannes. Assistir ao filme e analisar o contexto social e poltico que ele retrata. Bibliografia ARAÚJO, Antnio Amaury Corra de. Assim morreu Lampio. So Paulo: Trao,1982. _________. Gente de Lampio: Dad e Corisco. So Paulo: Trao, 1985. _________. Gente de Lampio: Sila e Z Sereno. So Paulo: Trao 1985. _________. Lampio: as mulheres e o cangao. So Paulo: Trao, 1985. DÓRIA, Carlos Alberto O Cangao. S. Paulo: Brasiliense, 1981 (Tudo É Histria, 6). FACÓ, Rui. Cangaceiros e Fanticos. Rio de Janeiro: Civilizao Brasileira, 1972. MACIEL, Frederico Bezerra. Lampio, seu tempo e seu reinado. Rio de Janeiro: Vozes Petrpolis, 1980. v.1 e v.2. MELLO, Frederico Pernambuco. Guerreiros do sol: o banditismo no Nordeste do Brasil. Recife: Fundao Joaquim Nabuco, 1985. MONTE NEGRO, Aberlardo F. Fanticos e Cangaceiros. Fortaleza: Henriqueta Galeno, 1973. Filmografia O Cangaceiro (Brasil, 1953) Direção: Lima Barreto Elenco: Vanja Orico, Ricardo Campos, Adoniran Barbosa Jesuino Brilhante , o Cangaceiro (Brasil, 1962) Direção: William Gobert. Lampio, o Rei do Cangao (Brasil, 1963) Direção: Carlos Coimbra. Elenco: Vanja Orico, Leonardo Villar, Dionísio Azevedo. Maria Bonita, Rainha do Cangaço (Brasil, 1968) Direção: Miguel Borges. Elenco: Sônia Dutra, Milton Moraes, Jofre Soares. Curta Metragens Memória do Cangaço Direção: Pedro Paulo Gil. A Mulher no Cangaço (1976) Direção: Hermano Penna. |