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Os Anos J.K.
A construção de Brasília
       

Na segunda metade dos anos 50, o governo do presidente Juscelino Kubitschek dá grande impulso à industrialização brasileira e constrói uma nova capital para o país: Brasília.

Em 1955, Juscelino Kubitschek de Oliveira vence as eleições presidenciais pela coligação do PSD - Partido Social Democrático - com o PTB - Partido Trabalhista Brasileiro. O gaúcho João Goulart é eleito vice-presidente pela chapa de Kubitschek.

Setores militares e políticos da oposição, especialmente da UDN - União
Democrática Nacional -, iniciam um movimento a favor de um golpe militar contra a posse de Kubitschek e de João Goulart.

Estes representariam a continuidade do populismo e do nacionalismo do presidente Getúlio Vargas, morto em 1954. Mas em novembro de 55, o ex-ministro da guerra, General Teixeira Lott, põe as tropas nas ruas e garante a posse do presidente eleito.


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JK e Jango no dia da posse
Acervo TV Cultura

Em janeiro de 56, Kubitschek assume a presidência.
O desenvolvimentismo é a principal política do governo Kubitschek, cujo slogan é "50 anos em 5". Industrializar aceleradamente o país, fazer da indústria o centro das atividades nacionais e superar definitivamente a dependência da economia do café são algumas das premissas de Kubitschek.


O incentivo ao investimento do capital estrangeiro é uma de suas estratégias.

O crescimento industrial no período Kubitschek é o maior de toda a história do Brasil. Em seu governo, a produção industrial cresce 80 % . Mas a meta síntese do período Kubitschek é a mudança da capital federal do Rio de Janeiro para o Centro-Oeste brasileiro.Com o objetivo de levar o desenvolvimento para o interior do país, a nova capital - Brasília - começa a ser construída em 1957.


O projeto da cidade fica com o urbanista Lúcio Costa e o arquiteto Oscar Niemeyer. Milhares de trabalhadores vêm de todas as partes do país para a construção de Brasília. Mais de 13 mil quilômetros de rodovias federais são construídos ligando a nova capital aos principais centros urbanos. A inauguração de Brasília acontece em 1960.

Brasilia 1961
Vista: Congresso Nacional
Palcio da Alvorada


O período final do governo Kubitschek é marcado pela crise econômica.
O rápido crescimento da indústria e os gastos com a construção da capital, estão entre os fatores que elevam a inflação, de menos de 20% ao ano em 1956, a mais de 30% em 1960. Cresce a oposição ao governo.

Em 1957, 400 mil trabalhadores fazem uma greve geral por reajuste de salários para compensar a inflação. No Nordeste, as Ligas Camponesas reivindicam reforma agrária e agitam a política da região.

Atendendo a pressões dos nacionalistas, em 1959 Kubitschek rompe com o FMI - Fundo Monetário Internacional -, que havia condicionado a liberação de empréstimos a uma política de contenção salarial e corte nos gastos públicos. Esta medida não resolve os problemas da economia, mas faz crescer o apoio ao governo.

Kubitschek termina o mandato com boa popularidade. Mas fica uma crise econômica de herança para o próximo governo. Na memória do povo brasileiro, o período Kubitschek é lembrado como uma época de otimismo e de grandes realizações como a construção de Brasília.

Roteiro: Fernando Navarro

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Ensinar e Aprender


1. Montar coletivamente um painel (jornais, revistas, cartões postais) sobre a construção de Brasilia, destacando a obra de Oscar Niemeyer. Essa atividade poderá ser integrada à disciplina de Educação Artística.

2. Discutir os principais objetivos e formas de financiamento do "Plano de Metas" e suas conseqüências econômicas no governo JK

3. Discutir as relações que se desenvolveram entre os grandes proprietários rurais, a burguesia industrial e os capitais estrangeiros no governo JK .

Visita para complementar o estudo:

Memorial JK
Praça do Cruzeiro - Brasília - Brasil
Agendar visitas: 3ª/dom.; 9h/18h.

Bibliografia

BENEVIDES, Maria Victória de Mesquita. O Governo Kubischek - 1956-1961: o desenvolvimento econômico e estabilidade política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979 (Estudos Brasileiros, 8).

DECCA, Edgar de. O Nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1982 (Tudo É História, 51).

MARANHÃO, Ricardo. O Governo Juscelino Kubitschek. São Paulo: Brasiliense, l988.

Filmografia

Os Anos JK (Brasil, 1980)
Direção: Sílvio Tendler. Documentário.