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Integralismo e Estado Novo
       

Na primeira metade dos anos 30, a política brasileira é marcada pela polarização entre grupos de esquerda e a direita integralista.
A Europa dos anos 20 vê o crescimento dos partidos comunistas e fascistas.
No Brasil, o fascismo se chamou Integralismo.


Plinio Salgado
Plínio Salgado

Liderada por Plínio Salgado, a Ação Integralista Brasileira defendia um Estado forte, e tinha no anticomunismo uma de suas bandeiras. Os integralistas usam uniformes verdes e braçadeiras tendo o seu símbolo, a letra grega Sigma, imitando o estilo dos fascistas italianos. Fazem a saudação com o braço erguido e gritando ANAUÊ, palavra indígena, de origem Tupi, que quer dizer:
"Você é meu irmão".


Em 1935, é formada a Aliança Nacional Libertadora. Comunistas, socialistas, sindicalistas, membros do movimento tenentista e intelectuais se reúnem na frente popular contra o integralismo. Defendem o cancelamento da dívida externa, a nacionalização de empresas estrangeiras, a garantia das liberdades individuais e a reforma agrária. Luís Carlos Prestes é escolhido presidente de honra.


Em julho, Prestes acusa o governo Vargas de caminhar para uma ditadura fascista e lança a palavra de ordem: " todo poder à A.N.L. - Aliança Nacional Libertadora". Dias depois, o governo fecha a Aliança e prende vários de seus membros. Na ilegalidade, os comunistas da ANL tomam a frente do movimento e desencadeiam uma revolta.

Luis Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

Explodem rebeliões em Natal, Recife e Rio de Janeiro, que são controladas pelo governo. Milhares de pessoas são presas em todo o Brasil. Ao longo de 1936, as prisões viram rotina.

Apesar das eleições presidenciais, marcadas para o início de 1938, muita gente desconfia das intenções de Getúlio Vargas, como ilustra essa marchinha: "...na hora H, quem vai ganhar é o seu Gegê ..."

Em 1937, o governo denuncia o Plano Cohen, supostamente a trama de uma revolução comunista. Mas o Plano Cohen, na verdade, era uma farsa montada pelos próprios homens de Vargas, como se soube mais tarde.

Semanas depois, Vargas dá um golpe e implanta o Estado Novo. Um regime político que incorpora muitas das idéias dos integralistas. Tropas cercam o Congresso. Vargas manda fechar todas as agremiações políticas. Inclusive dos integralistas, que o apoiavam.

Alguns meses depois, os integralistas tentam uma sublevação que é abafada pelo governo. Vários revoltosos são fuzilados. A repressão do Estado Novo esmaga as oposições e Getúlio Vargas fica no poder até 1945.

O escritor Graciliano Ramos escreveu sobre o Estado Novo:

"O que me atormenta não é o fato de ser oprimido.
É saber que a opressão se erigiu em sistema" .

Roteiro: Fernando Navarro

 
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Ensinar e Aprender


1. Em grupos, refletir e elaborar um comentário sobre o texto de Graciliano Ramos , do livro "Memórias do Cárcere":
"O que me atormenta não é viver oprimido.
É saber que a opressão se erigiu em sistema."

2. Propor aos alunos que formem dois grupos para um debate:
- Aliança Nacional Libertadora;
- Ação Integralista brasileira.
Os grupos podem trocar os temas para elaborar cartazes sobre o assunto debatido.

3. Fazer um painel utilizando desenhos, jornais, revistas, textos, ilustrando a situação social e política do Brasil no ano de 1935.

Bibliografia

RAMOS, Graciliano. Memórias do Cárcere. Rio de Janeiro: Record, 1986.

ABRIL S/A CULTURAL INDÚSTRIA. Org. Nosso Século (1930-1945). São Paulo: Abril Cultural, 1980, v.3.

Filmografia

Memórias do Cárcere (Brasil, 1984)
Direção: Nélson Pereira dos Santos. Elenco: Carlos Vereza, Glória Pires, Jofre Soares.