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Integralismo e Estado Novo
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| Na primeira
metade dos anos 30, a política brasileira é marcada pela
polarização entre grupos de esquerda e a direita integralista. A Europa dos anos 20 vê o crescimento dos partidos comunistas e fascistas. No Brasil, o fascismo se chamou Integralismo.
Em 1935, é formada a Aliança Nacional Libertadora. Comunistas, socialistas, sindicalistas, membros do movimento tenentista e intelectuais se reúnem na frente popular contra o integralismo. Defendem o cancelamento da dívida externa, a nacionalização de empresas estrangeiras, a garantia das liberdades individuais e a reforma agrária. Luís Carlos Prestes é escolhido presidente de honra.
Explodem rebeliões em Natal, Recife e Rio de Janeiro, que são controladas pelo governo. Milhares de pessoas são presas em todo o Brasil. Ao longo de 1936, as prisões viram rotina. Apesar das eleições presidenciais, marcadas para o início de 1938, muita gente desconfia das intenções de Getúlio Vargas, como ilustra essa marchinha: "...na hora H, quem vai ganhar é o seu Gegê ..." Em 1937, o governo denuncia o Plano Cohen, supostamente a trama de uma revolução comunista. Mas o Plano Cohen, na verdade, era uma farsa montada pelos próprios homens de Vargas, como se soube mais tarde. Semanas depois, Vargas dá um golpe e implanta o Estado Novo. Um regime político que incorpora muitas das idéias dos integralistas. Tropas cercam o Congresso. Vargas manda fechar todas as agremiações políticas. Inclusive dos integralistas, que o apoiavam. Alguns meses depois, os integralistas tentam uma sublevação que é abafada pelo governo. Vários revoltosos são fuzilados. A repressão do Estado Novo esmaga as oposições e Getúlio Vargas fica no poder até 1945. O escritor Graciliano Ramos escreveu sobre o Estado Novo: "O que me atormenta não é o fato de ser oprimido. Roteiro: Fernando Navarro
1. Em grupos, refletir e elaborar um comentário sobre o texto de Graciliano Ramos , do livro "Memórias do Cárcere": É saber que a opressão se erigiu em sistema." - Aliança Nacional Libertadora; - Ação Integralista brasileira. Os grupos podem trocar os temas para elaborar cartazes sobre o assunto debatido. 3. Fazer um painel utilizando desenhos, jornais, revistas, textos, ilustrando a situação social e política do Brasil no ano de 1935. Bibliografia RAMOS, Graciliano. Memórias do Cárcere. Rio de Janeiro: Record, 1986. ABRIL S/A CULTURAL INDÚSTRIA. Org. Nosso Século (1930-1945). São Paulo: Abril Cultural, 1980, v.3. Filmografia Memórias do Cárcere (Brasil, 1984) Direção: Nélson Pereira dos Santos. Elenco: Carlos Vereza, Glória Pires, Jofre Soares. |