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Hiroshima e Nagazaki
       

Em 1939, Einstein convence o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, a construir a bomba atômica antes que os alemães o façam. Mas, as tragédias de Hiroshima e Nagasaki horrorizam Einstein.

Seis de agosto de 1945: Paul Tibbets está no comando de um avião B-29 batizado de Enola Gay - em homenagem à sua mãe. Às oito e quinze da manhã, Tibbets recebe ordens para usar a bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima. Dois minutos e dezessete segundos depois, a bomba explodia, matando e ferindo mais de cem mil pessoas.

Nove de agosto: outra bomba, chamada Fatman, é lançada sobre Nagasaki. Mata quarenta mil e fere outros quarenta mil japoneses.

O mundo se horroriza. O Japão se rende e termina a guerra. Esta nova arma atômica, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT, é mil vezes mais potente que qualquer das bombas conhecidas naquela época. Marcas de objetos e até de seres humanos permanecem, depois da explosão, como fantasmas que lembrarão para sempre o horror da explosão.

Equipes médicas se desdobram na tentativa salvar os mais de trinta e cinco mil feridos. Mas, por semanas, meses e anos, os feridos continuam a morrer, vítimas das terríveis lesões provocadas pela explosão atômica. O sofrimento físico e emocional é profundo.

Há milhões de homens e mulheres traumatizados, no Japão e em outras partes do mundo. Problemas causados pela radiação, até então desconhecidos, mas diretamente relacionados com o bombardeio, continuam a surgir, mesmo muitos anos mais tarde.

Os americanos consumiram seis anos e dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da humanidade.

Cinco meses depois de Hiroshima e Nagasaki, um trem especial conduz o tenente norte-americano Sussan através do território japonês, para registrar em filme os efeitos da explosão.

O filme permaneceu secreto durante 13 anos. Quando afinal foi divulgado, os americanos ficaram chocados com o que viram e com as proporções da destruição que a bomba provocou. Admitiram, então, que não imaginavam que o resultado pudesse ser aquele.

Além da fábrica de armas da empresa Mitsubishi - totalmente destruída - também ficaram em ruínas setenta por cento das construções da cidade.

Mesmo seis meses depois da explosão, centenas de pessoas ainda exibiam queimaduras não cicatrizadas, provocadas pela exposição à radiação.

Todos os anos, no dia 6 de agosto, no Rio Motoyasu, cumpre-se uma cerimônia para lembrar o dia do bombardeio. Os parentes dos mortos jogam lanternas flutuantes às águas do rio, em memória das vítimas. E, juntos, rezam para que nunca mais o mundo tenha de assistir a uma tragédia como a daquele dia.