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Guerra das Malvinas
       

Os britânicos não permitem que se tire nada do que sobrou do seu antigo império. As ilhas Malvinas, ou Falkland, foram tomadas dos alemães em 1914. E, em 1982, a Grã-Bretanha entra em guerra com a Argentina para manter essa colônia.

Em 2 de abril de 1982, o general Galtieri, chefe da junta militar que governa a Argentina, anuncia que seu país tomou posse das ilhas Malvinas. A vitoriosa invasão, ocorrida seis anos após o golpe de Estado, suscita o patriotismo dos argentinos e os ajuda a esquecer temporariamente seu ódio pela ditadura militar.

Essas ilhas localizam-se no extremo sul do Oceano Atlântico. Chamadas Falkland pelos britânicos e Malvinas pelos argentinos, são objeto de uma briga de duzentos anos entre Londres e Buenos Aires, que reivindicam sua jurisdição. A maioria dos habitantes da ilha fala inglês e é formada de súditos britânicos.

Londres reage de imediato à invasão argentina. A primeira-ministra Margareth Tatcher corta relações diplomáticas com a Argentina. Os Estados Unidos e as Nações Unidas tentam mediar a disputa. Mas, Tatcher mobiliza a Marinha Britânica, que parte para as ilhas a 10 mil quilômetros de distância de sua pátria.

Três semanas depois, a luta tem início. Os britânicos afundam o destróier argentino Belgrano com trezentos e cinqüenta marinheiros a bordo, mas seu navio de guerra Sheffield é atingido pelos mísseis franceses Exocet, lançados pelos aviões argentinos. A resistência argentina é surpreendente e os dois lados sofrem muitas perdas. A reconquista das ilhas prova-se mais difícil do que os britânicos previam.

O povo argentino não teme a chegada dos navios britânicos e dá sólido apoio aos seus soldados.

A frota britânica aproxima-se da costa das ilhas, mas é fortemente atingida pelos aviões caça argentinos.

Margareth Tatcher declara em depoimento: - "Eu não quero ver mais nenhuma vida perdida no Atlântico Sul, seja de britânicos ou argentinos, se isso pode ser evitado".

Em 14 de junho, os argentinos capitulam. O saldo de mortos é de setecentos e doze soldados argentinos e duzentos e cinqüenta e cinco soldados britânicos.

A vitória militar britânica dá a Margareth Tatcher uma enorme popularidade. Na Argentina, a perda da guerra comprova a fragilidade da junta militar, que pouco depois é derrubada. Os britânicos mantiveram as ilhas.