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Ferdinando Marcos
       

As Filipinas compõem-se de sete mil ilhas, três línguas oficiais e vários grupos étnicos. O presidente Ferdinando Marcos reinou nesse arquipélago por mais de vinte anos, até ser derrubado por um golpe em 1985.

Em fevereiro de 1986, Ferdinando Marcos chega ao Havaí, no Pacífico. O homem que tinha poderes ditatoriais na República das Filipinas havia sido expulso pelo povo enraivecido. No palácio presidencial foram encontradas as provas de corrupção - móveis de grande opulência, a famosa coleção de sapatos de sua esposa Imelda e uma cama digna de um rei.

A maioria do povo filipino vive em pobreza. Como sempre ocorre nos países pobres, na cidade de Manila - localizada na maior das ilhas, Luzon - vivem milhões de desabrigados que vêm do interior.

Em julho de 1946, as Filipinas tornam-se uma república e uma importante base estratégica para os militares americanos. Em 1965, o presidente Marcos alia-se aos Estados Unidos na guerra do Vietnã. Anos depois é recebido na América pelo presidente Ronald Reagan.

As Filipinas foram ocupadas pela Espanha durante três séculos. Esse país, o único com predominância católica na região, recebeu o papa João Paulo II.

Em 21 de agosto de 1983, o líder político Benigno Aquino é assassinado quando volta ao seu país, depois de um exílio de três anos.

Marcos é acusado de ser o mandante do crime. Ele já declarara estado de sítio várias vezes e mandara prender centenas de opositores políticos. O martírio de Aquino será o início da sua queda. O país é tomado de manifestações e as guerrilhas comunistas recrudescem.

Marcos e Imelda continuam a reinar, mas ele percebe que seu governo de ferro está próximo do fim. Para surpresa de seu oponente, Marcos anuncia que haverá eleições em fevereiro de 1986.

Corazón Aquino, ou Cory, viúva do líder político assassinado, candidata-se à presidência e é vista como representante de uma nova ordem moral. É apoiada com entusiasmo, especialmente pela classe média de Manila.

Os resultados dão maioria a Marcos, mas Aquino denuncia que houve fraude eleitoral. O povo enraivecido apóia os inúmeros movimentos populares.

Cory Aquino triunfa, o exército alia-se a ela e Marcos é derrubado. O presidente foge do país em 25 de fevereiro de 1986, depois de assumir a presidência. Mas, em Honolulu, onde se refugia, só quem o considera presidente são sua esposa e alguns amigos íntimos.

Marcos morre de câncer em setembro de 1989. A Suprema Corte das Filipinas não permite que ele seja enterrado no país, conforme seu desejo. Pouca gente em Manila chora pela morte do homem que levou o país à ruína durante seus vinte anos de governo corrupto. O único valor de Ferdinando Marcos foi ter acumulado uma fortuna colossal, pilhada do povo da República Filipina.