
Em 1933, após exaustiva pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros, Gilberto Freyre publica Casa-Grande & Senzala, um livro que revoluciona os estudos no Brasil, tanto pela novidade dos conceitos quanto pela qualidade literária. Gilberto Freyre foi buscar nos diários dos senhores de engenho e na vida pessoal de seus próprios antepassados a história do homem brasileiro. As plantações de cana em Pernambuco eram o cenário das relações íntimas e do cruzamento das três raças: índios, africanos e portugueses. Em Casa-Grande & Senzala,
o escritor exprime claramente o seu pensamento. Ele diz: "o que houve
no Brasil foi a degradação das raças atrasadas pelo
domínio da adiantada" . Os índios foram submetidos ao cativeiro
e à prostituição. A relação entre brancos
e mulheres de cor foi a de vencedores e vencidos.
Depois da Bahia partiu para a África
e Portugal. Iniciou em Lisboa as pesquisas e estudos que sedimentariam
o livro Casa-Grande & Senzala. De Portugal foi, como
professor visitante, para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos,
onde viajou pelo Sul e pôde constatar a existência, durante
a colonização americana, do mesmo tipo de regime patriarcal
encontrado no nordeste brasileiro.
"Gilberto Freyre diz que Franz Boas foi
a figura de mestre que nele ficou maior impressão, porque foi com
Franz Boas que ele aprendeu a distinguir raça de cultura, e nessa
distinção ele se baseou para escrever Casa-Grande
& Senzala. Agora, o conceito de antropologia de Freyre era muito
mais amplo, ele partiu para uma interpretação global do
povo brasileiro. É uma história ao mesmo tempo econômica,
religiosa, folclórica, sociológica."
Portugal,
um país largamente marítimo, recebia sempre povos de todos
os lugares do mundo. Seus portos eram rota de comércio e de migrações.
O contato com estrangeiros estimulava, no povo português, tendências
cosmopolitas, imperialistas e comerciais. Na Península Ibérica
as raças se misturavam havia milênios. O encontro das culturas
árabes e romana impregnava a moral, a arte, a economia e a vida do
português. Os árabes - excelentes técnicos navais -
e os judeus - financistas e com altos cargos de administração,
no conselho real -, emprestavam conhecimento e dinheiro para o empreendimento
das navegações e dos descobrimentos. A burguesia comercial
ganhava mais poder que a aristocracia territorial portuguesa e buscava no
além-mar terras e riquezas nunca exploradas. Além da mobilidade, o português tinha a capacidade de se misturar facilmente com outras raças. Os homens vinham sem família, sozinhos. Chegavam carentes de contato humano e começavam a se reproduzir primeiro com as índias e depois com as negras escravas. Era preciso povoar o território. No momento em que embarcou na aventura ultramarina, Portugal tinha três milhões de habitantes. O Brasil era imenso; então, como povoar esse território?
Num processo de equilíbrio de antagonismos, o branco e o negro se misturavam no interior da casa-grande e alteravam as relações sociais e culturais, criando um novo modo de vida no século XVI. As relações de poder, a vida doméstica e sexual, os negócios e a religiosidade forjavam, no dia-a-dia, a base da sociedade brasileira. A casa-grande abrigava uma rotina comandada pelo senhor de engenho, cuja estabilidade patriarcal estava apoiada no açúcar e no escravo. O suor do negro ajudava a dar aos alicerces da casa-grande sua consistência quase de fortaleza. Ela servia de cofre e de cemitério. Sob seu teto viviam os filhos, o capelão e as mulheres, que fundamentariam a colonização portuguesa no Brasil. Embora diretamente associada ao engenho de cana e ao patriarcalismo nortista, a casa-grande não era exclusiva dos senhores de engenho. Podia ser encontrada na paisagem do sul do país, nas plantações de café, como uma característica da cultura escravocrata e latifundiária do Brasil. O clima tropical e as formas agressivas de vida vegetal e animal impossibilitavam a implantação de uma cultura agrícola, nos moldes do costume europeu. O português teve então de mudar seus hábitos alimentares. A mandioca substituía o trigo; no lugar das verduras, o milho; e as frutas davam um colorido novo à mesa do colonizador. Mas sua dieta ficava empobrecida, devido à ausência de leite, ovos e carne, que só apareciam em datas especiais, festas e comemorações. A terra foi usada para o cultivo da cana em detrimento da pecuária e da cultura de alimentos, o que provocou a apatia, a falta de robustez e a incapacidade para o trabalho. Males geralmente atribuídos à mestiçagem. Os portugueses não traziam para o Brasil nem separatismos político, nem divergências religiosas, e não se preocupavam com a pureza da raça. Assim o país se formava. E a unidade dessa grande extensão territorial com profundas diferenças regionais, garantida muitas vezes com o uso da força, aconteceu devido à uniformidade da língua e da religião. |
A sociedade brasileira, entre
todas da América, era a que se formava com maior troca de valores
culturais. Havia um aproveitamento de experiências dos indígenas
pelos colonizadores. Mesmo quando inimigo, o índio não provocava
no branco uma reação que levasse a uma política deliberada
de extermínio, como a que ocorria no México e Peru. A reação
dos índios ao domínio do colonizador era quase contemplativa.
O português usava o homem para o trabalho e a guerra, principalmente
na conquista de novos territórios, e a mulher para a geração
e formação da família. Esse contato provocava o desequilíbrio
das relações do índio com o seu meio ambiente.
A união do português com a índia havia gerado os mamelucos que atuavam como bandeirantes e, junto com os índios, formavam a muralha movediça da fronteira colonial. O mameluco e o índio, que excediam o português em mobilidade, atrevimento e ardor guerreiro; que defendiam o patrimônio do senhor de engenho contra o ataque de piratas estrangeiros, nunca firmaram as mãos na enxada. Os pés de nômades não se fixavam na plantação da cana-de-açúcar. "Essa arte é descendência
dos índios, né! Aí nós somos seguidores já
dos índios. A gente ficou fazendo as panelas de barro, que eu aprendi
com meu pai. Meu pai já trabalhava, aí eu fiquei trabalhando.
Agora meus filhos também trabalham na mesma arte." Dos costumes dos primitivos habitantes da terra eram as relações sexuais e de família, a magia e a mítica que marcavam a vida do colonizador. A poligamia e a sexualidade da índia iam ao encontro da voracidade do português, ainda que a vida sexual dos indígenas não se processasse tão à solta quanto o relatado pelos viajantes que aqui estiveram. Para as tribos mais primitivas, a união do macho com a fêmea tinha época; o costume de oferecer mulheres aos hóspedes era prática de hospitalidade, quase um ritual. A mulher nativa resgatava o sonho da ninfa, que se banhava no rio e penteava os longos cabelos negros. Uma imagem deixada pela invasão moura na Península Ibérica e adormecida no inconsciente do português.
O animalismo e a magia impregnavam a vida dos índios: desde o berço, quando a mãe entoava cantigas de ninar e, já meninos, nas brincadeiras de imitar animais. Entre os jogos infantis dos curumins, o jogo de cabeçada com a bola de borracha ficava como contribuição da cultura indígena. Apesar de crescerem livres de castigos corporais e de disciplina paterna, os meninos estavam sempre em contato com rituais da vida primitiva. Na puberdade eram levados para o baíto, a casa secreta dos homens, onde passavam por provas de iniciação à fase adulta. Para os padres da Companhia de Jesus, os índios acreditavam em tudo e aprendiam e desaprendiam os ensinamentos rapidamente. Havia uma enorme quantidade de aldeias espalhadas pela floresta, que falavam diferentes línguas. Era preciso unificar as tribos para poder pregar a doutrina católica. O menino indígena servia de intérprete aos jesuítas, que aprendiam com ele as primeiras palavras em tupi. Os padres puderam então escrever uma gramática, unificando a língua dos Brasis. Estava criando o tupi-guarani. Tanto a Igreja quanto o senhor de engenho fracassavam nos esforços de enquadrar o índio no sistema de colonização que iria criar a economia brasileira. Fora de seu hábitat natural, o índio não se adaptava como escravo: morria de infecções, fome e tristeza. Para suprir a deficiência da mão-de-obra escrava, os senhores de engenho de Pernambuco e do Recôncavo baiano começavam a importar negros caçados na África. Agora, as escravas negras substituíam as cunhãs tanto na cozinha como na cama do senhor. Na agricultura, a presença do negro elevava a produção de açúcar e o preço do produto no mercado internacional. O Brasil, esquecido por quase duzentos anos, despertava finalmente o interesse do Reino de Portugal.
O Brasil importava da África
não somente o animal de tração que fecundou
os canaviais, mas também técnicos para as minas, donas de
casa para os colonos, criadores de gado e comerciantes de panos e |
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Na sociedade escravocrata e latifundiária que se formava, os valores culturais e sociais se misturavam à revelia de brancos e negros. Sua convivência diária favorecia o intercâmbio de culturas e gerava sadismos e vícios, que influenciavam a formação do caráter do brasileiro. A escravatura degradava senhores e escravos.
O senhor de engenho, um homem
extremamente rico e poderoso, passava a maior parte do tempo A escravidão desenraizava
o negro de seu meio social e desfazia seus laços familiares. Além
dos trabalhos forçados, ele era usado como reprodutor de escravos:
era preciso aumentar o rebanho humano do senhor de engenho. As crias nascidas
eram logo batizadas e ainda assim consideradas gente sem alma. A Igreja,
esteio dos poderosos, agia da mesma forma no tratamento dado ao negro.
A mulher escrava fazia a ponte entre a senzala e o interior da casa-grande
e representava o ventre gerador. As negras mais bonitas eram escolhidas
pelo sinhô para serem concubinas e domésticas. Objeto dos
desejos sádicos dos homens, do senhor de engenho ao menino adolescente,
a negra sofria por parte da mulher branca os castigos mais variados. Se
a beleza dos seus dentes incomodava a desdentada sinhá, esta mandava
arrancá-los. A escrava adoçava a boca do senhor e recebia
chicotadas à mando da senhora, mas cumpria as tarefas que normalmente
estariam destinadas à mãe de família. As damas da
sociedade se casavam entre os doze e os quinze anos com homens muito mais
velhos. O conhecimento que tinham da vida de casada, os acontecimentos
de fora do engenho e outras histórias - nem sempre românticas
- elas ouviam da boca das mucamas. As sinhazinhas sentadas à mourisca,
tecendo renda ou deitadas na rede e as escravas a lhes catar piolho ou
fazendo cafuné. Cedo se casavam e cedo morriam por causa de sucessivos
partos ou se tornavam matronas aos dezoito anos. O ócio e a vida
reclusa faziam das sinhás mulheres amarguradas. E ignorantes: era
raro encontrar uma que soubesse ler e escrever. A presença da negra
na vida do menino vinha desde o berço, quando ela o amamentava
e acalentava o seu sono. A ama de leite ensinava as primeiras palavras
num português errado, o primeiro "pai nosso", o primeiro "oxente",
e amaciava com a própria boca a comida do menino de engenho. Os
sofrimentos da primeira infância - castigos por mijar na cama e
purgante uma vez por mês os meninos descontariam tornando-se pequenos
diabos. O moleque, o pequeno escravo, companheiro do sinhozinho em brincadeiras
e aventuras, servia também de saco de pancadas. Tornava-se objeto
do prazer mórbido de tratar mal os inferiores e os animais, prazer
de todo menino brasileiro filho do sistema escravocrata. Criança
mimada e educada para ser o herdeiro todo-poderoso, o menino desde o início
da adolescência era entregue aos cuidados eróticos da fulô.
Os senhores de engenho casavam-se sucessivas vezes, sempre preferindo as jovens sobrinhas; exagerava-se, então, o sentimento da propriedade privada. As heranças eram disputadas por filhos legítimos e parentes próximos. Aos filhos bastardos, gerados nas casa-grande e paridos na senzala, restava a tolerância do senhor, que ao morrer os libertava. Nomes e sobrenomes se confundiam: os escravos mais próximos, que ganhavam a simpatia do senhor, conseguiam adotar o sobrenome dos brancos. Na tentativa de ascensão social, os negros imitavam dos senhores as formas exteriores de superioridade. Mas muitos nomes ilustres de senhores brancos vinham dos apelidos indígenas e africanos das propriedades rurais - a terra recriava os nomes dos proprietários à sua imagem e semelhança.
A música, o canto e a dança dos escravos tornavam a casa-grande mais alegre. A risada do negro quebrava a melancolia e o silêncio infinito do senhor de engenho. As mães negras e as mucamas, aliadas aos meninos, às moças das casas-grandes e aos moleques, corrompiam o português arcaico ensinado pelos jesuítas aos filhos do senhor. A nova fala brasileira não se conservava fechada nas salas de aula das casas-grandes, nem se entregava de todo à maior espontaneidade de expressão da senzala. Mas o modo carinhoso do brasileiro colocar os pronomes: me diga, me espere... vem do africano. Também do seu modo de falar ficaram as formas diminutivas: benzinho, nézinho, inhozinho. Era um novo jeito de falar, um novo jeito de andar, um novo jeito de comer... A culinária da senzala aproveitava as sobras de carnes da casa-grande, usava o aipim indígena e as verduras, misturava aos temperos africanos, principalmente o dendê e a pimenta malagueta. Surgiam a feijoada, a farofa, o quibebe, o vatapá. Alimentos que combinavam com a dureza do trabalho no cativeiro. As crenças e magias trazidas pelos portugueses eram transformadas em feitiçaria nas mãos dos africanos. Aos negros feiticeiros recorriam os senhores brancos idosos a procura de afrodisíacos; as jovens sinhás, que não conseguiam engravidar; e as belas mucamas, que aprendiam a receita do café mandingueiro, um filtro amoroso feito com café bem forte, muito açúcar e sangue de mulata. Na
religião conviviam a cultura do senhor e a do negro. O catolicismo
praticado aqui era uma religião doce, doméstica, de intimidade
com os santos. Os padres se vangloriavam de conceder aos negros certas vantagens,
como o direito de manifestar suas tradições nas festas do
terreiro. Nasciam então as religiões afro-brasileiras: São
Jorge é o orixá Ogum e Nossa Senhora é Iemanjá.
"Esse terreiro tem 110 anos. A minha avó era descendente de escravos. Tinha uma aldeia que se chamava Catongo. Nessa aldeia ela também cultivava os orixás, quando chegavam assim os escravos chicoteados de outros lugares, fazendas, engenhos, essas coisas. Aí ela curava com aquelas difusões de ervas, né, aqueles remédios das folhas, e curava esses escravos, que ficavam gratos e acabavam ficando com ela. Quer dizer, ela era assim uma espécie de protetora desses escravos. E a minha mãe falava que era uma senzala, onde ela abrigava esses escravos." Ilza R.P. Santos, mãe-de-santo (Ilhéus, BA) (??)
Os negros, muitos agora, libertos pela alforria, pela revolta ou pelas fugas, unidos nos quilombos, lutavam pelo fim da escravidão. Aliavam-se aos ideais libertários os filhos de poderosos senhores de engenho que se tornavam abolicionistas por motivos econômicos, humanitários ou, simplesmente, pelo apego que tinham às suas mães de leite. "
Os brancos diziam que em nenhum país do mundo essa nefanda instituição
foi tão doce como no Brasil. Agora não me passa pela cabeça
- não deve passar pela cabeça de ninguém - que essa
nefanda instituição, como os próprios brancos chamavam
a escravidão, que ela pudesse ser doce em algum lugar. Ela só
pode ser doce da perspectiva de quem estivesse na casa-grande e não
na perspectiva de quem estivesse na senzala." Florestan Fernandes, cientista social. Em 1984, numa de suas últimas entrevistas, o escritor Gilberto Freyre resumia o seu pensamento sobre a situação presente do negro, lembrando o abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco:
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Com a abolição,
os problemas do negro estariam apenas começando. Mas quem se interessou
por isso? Ninguém se interessou. O negro livre deixou as fazendas
e os engenhos e foi inchar as periferias das cidades. Abandonado, constituiu-se
num sub-brasileiro.
Ficha Técnica: Casa Grande & Senzala, baseado na obra de Gilberto Freyre Realização: TV Cultura - 1995 Direção e Roteiro: Marya Inês Landgraf Produção: Thaís Carrapatoso Pesquisa Iconográfica: Nerci Ferrari Imagens: Elizeu Ferreira Áudio: Alcides Almeida Auxiliar de Câmera: Sidney Andrade Edição: Manoel Viúdes Pós-Produção: Dario de Oliveira Arte: Aida Cassiano, Paulo César Dias, Aimberê Santos e Wesllen da Silva Silvério Cenografia: Luciene Grecco Trilha Sonora: David Tygel Narração: Irineu Toledo Direção de Fotografia/Estúdio: Maurício Valim Participação Especial: Antônio Nóbrega Departamento de Documentários: Teresa Otondo
1. Com base no desenho da capa do livro "Casa Grande & Senzala", de Gilberto Freyre, fazer uma maquete da casa grande e da senzala. Discutir suas características (cômodos, hierarquia etc.). 2. Pesquisar doenças trazidas pelos portugueses (sífilis, por exemplo) durante a colonização brasileira. Discutir e redigir uma conclusão em grupo. 3. Propor uma pesquisa sobre o vestuário, religião, culinária etc. dos povos que participaram no processo de formação cultural brasileira (portugueses, africanos e indígenas). 4. Após o estudo do livro "Casa Grande & Senzala", de Gilberto Freyre, ouvir a música instrumental "Suíte Nordestina", que Lourenço Barbosa (Capiba) compôs tendo como tema esse livro. Fazer um desenho e expô-lo em classe. 5. Elaborar um painel (com recortes de jornais, revistas) que ilustrem a forma de vida das pessoas no Brasil, na época da colônia. 6. Analisar o texto relativo aos escravos negros: "As crias nascidas eram logo batizadas e ainda assim consideradas gente sem alma. A igreja, esteio dos poderosos, agia da mesma forma no tratamento dado ao negro". Em grupos discutir o texto e expor as conclusões para os colegas. 7. Propor um estudo sobre a educação jesuítica no Brasil, no período colonial. Discutir suas características e suas influências na educação brasileira. Visitas para complementar estudos: Museu de Arte Sacra Bibliografia ARINOS, Afonso. Lendas
e tradições brasileiras. São Paulo: FREYRE, Gilberto. Org. Livro
do nordeste. Pernambuco: s.e, s.d .(LIVRO do Nordeste, comemorativo
do centenário do Diário de Pernambuco: 1825-1925. Recife:
Off. do diário de Pernambuco, 1925.) Filmografia Casa-Grande & Senzala. (doc., Brasil, )Direção: Geraldo Sarno. O Povo Brasileiro. (60', doc., Brasil, ) TV Cultura O Sociólogo de Apipucos. (doc., Brasil,) Direção: Joaquim Pedro de Andrade. Quilombo (119', doc., Brasil, 1984) Direção: Carlos Diegues. Elenco: Antônio Pompeu, Zezé Motta, Toni Tornado. FDE nº 90 Região, Tradição e Modernidade. (doc., BRA) Direção: Luís Miranda Correa. Xica da Silva. (117', Brasil, 1976) Direção: Carlos Diegues. Elenco: ZeZé Motta, Walmor Chagas, José Wilker. Discografia SUÍTE NORDESTINA 4º MOVIMENTO CASA-GRANDE & SENZALACompositor: Lourenço Barbosa. (Capiba) |