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LOGO A exploração espacial

        Em algumas noites especiais, 
        sem Lua, sem nuvens, sem poluição, há momentos em 
        que a gente tem a impressão de que dá pra tocar nas estrelas.

Olhar para elas não parece suficiente... é preciso ir até lá, tocar nos astros pra confirmar se o universo é mesmo como imaginamos.

Hoje, nós sonhamos com visitas a planetas, em confortáveis ônibus espaciais. Mas, das lendas de ÍCARO aos primeiros foguetes, entre a ficção e a conquista tecnológica, há séculos de misticismo e muito trabalho.

Entre as formas do conhecimento que foram envolvidas na aventura onírica de levar o homem ao espaço, a astronomia contribuiu desde os primeiros passos, estendendo o nosso olhar para além da Terra.

Primeiro as observações a olho nu, depois os telescópios e a dedicação de milhares de sonhadores por trás de lentes e pranchas de trabalho. Foram os instrumentos que ajudaram a derrubar mitos e transformar teorias que abriram o caminho para as viagens espaciais. Mas, por mais que a gente queira separar as coisas, isolar especialidades, os grandes desafios geralmente são superáveis pela evolução global do conhecimento.

Por mais que a gente precise de heróis, que a história oficial seja a dos vencedores, as transformações são o fruto do trabalho de muitos indivíduos. Alguém acaba funcionando como catalisador, concretizando projetos como os de LEONARDO DA VINCI para as primeiras máquinas voadoras.

Imagem máquina Leonardo da Vinci
O sonho de Leonardo da Vinci
Voar, superar a gravidade se "agarrando" no ar.
No século XV, LEONARDO DA VINCI punha no papel um sonho que se iniciara muito tempo antes, com as observações deslumbradas do vôo dos pássaros e que só veio se tornar real no começo do século XX. Os nomes se misturam: SANTOS DUMONT, IRMÃOS WRIGHT... Isso é indiferente.

O que realmente fez diferença é que chegava a hora do Homem voar. De "navegar" pela atmosfera, cada vez mais rápido, mais alto.

Alguns passos da evolução acontecem pelos caminhos que sociedade escolhe. As guerras destruíram cidades, milhares de pessoas e os sonhos inocentes dos pioneiros da aviação.
Mais rápido e mais alto, porque a guerra precisava, porque o comércio e as pessoas precisavam, ou simplesmente porque era um desafio, havia uma barreira a ser vencida. Um avião pode sair da atmosfera?

Essa é uma dúvida comum...e seria ótimo poder dizer que sim. Os aviões só se sustentam no ar.
Quando o ar acaba, eles não voam.

Os aviões, normalmente - pelo menos aqueles de passageiros -, chegam até cerca de 12 a 13km acima da superfície.

Os aviões a jato estão na faixa dos 30 a 40km, junto com os balões.

Os satélites são colocados bem mais pra cima, 50km acima da superfície, mas a atmosfera se estende pelo menos ao dobro disso, a 100km.

Acima desse limite, só mesmo alguns satélites geoestacionários, sondas espaciais e também observatórios astronômicos orbitais. Era preciso encontrar uma outra solução, diferente da dos aviões, para impulsionar o homem ou suas criações para além da Terra.

CATAPULTAS nos picos mais elevados e até aves amestradas entraram nas fantasias espaciais. O canhão de 300 metros de JULES VERNE preconizava a idéia dos lançamentos verticais.

O canhão não daria muito certo por vário motivos, entre eles problemas de estabilidade do projétil, sua constituição física e velocidade mínima de escape para sair da Terra. Mas, era impressionante que JULES VERNE antecipasse em 1865 a estrutura das primeiras naves tripuladas.

A ficção de JULES VERNE influenciou decisivamente o espírito das pesquisas dos pioneiros da exploração espacial. No final do século XIX, o russo KONSTANTIN TSIOLKOWSKI desenvolvia os primeiros trabalhos teóricos com propulsores a jato para viagens interplanetárias.

De novo os nomes se somam: TSIOLKOWSKI, o físico norte americano ROBERT GODDARD, o francês ROBERT PELTIRIE e o alemão WERNER VON BRAUN dividem com muitos outros cientistas as vitórias e decepções.
Imagem Jules Verne
Jules Verne

Os foguetes venciam a gravidade, mas suas ogivas transportavam muito mais armas e destruição do que instrumentos de pesquisa e boas novas para a construção de uma vida melhor.
Mais forte, mais alto, mais rápido porque o mercado precisava crescer, porque o homem queria ir para o espaço, ampliar horizontes, queria conversar entre continentes, queria conhecer o seu planeta. E como funciona um foguete?

É fácil entender... Os foguetes levam consigo o seu próprio combustível e também o oxigênio. Esses dois componentes se combinam na câmera de combustão, e aí o gás é expelido para trás. Esse gás expelido impele o foguete... A isso se dá o nome de AÇÃO E REAÇÃO. Não importa qual seja o combustível, o princípio de funcionamento dos foguetes é esse. Mas, não é só apontar o foguete para o alto e pronto. Os satélites não entram em órbita por conta própria. São necessários cálculos precisos para se saber a velocidade, o instante e o ângulo exatos.

As idéias básicas para esses cálculos já estavam prontas há quase cinqüenta anos quando o sonho se tornou realidade. Em 4 de outubro de 1957, a Terra ganhava seu primeiro "COMPANHEIRO" construído pelo homem.

O SPUTNIK, "companheiro" em russo, era uma esfera metálica com 50cm de diâmetro, pesando cerca de 83 quilos com equipamentos, que completava uma translação em torno da Terra em aproximadamente 100 minutos.

Os "BIPS" captados em todo o mundo emocionavam e abriam caminho para lançamentos de satélites para os mais variados fins: pesquisas na alta atmosfera, telecomunicações, mapeamento e sensoriamento remoto, espionagem militar ou industrial e até "guerra nas estrelas". Felizmente, a sociedade vem encontrando instrumentos para resistir às armadilhas que ela mesma cria.
E hoje em dia, ao cair da tarde ou nas altas horas da madrugada, é possível ver satélites artificiais cruzando vagarosamente o céu. Agora são dezenas deles transmitindo informações, ajudando na meteorologia e nos projetos de preservação ecológica.

Imagem Sputnik
O Sputnik
Os "BIPS" do SPUTNIK abriram os caminhos do homem no espaço. Mas também foram o sinal de partida para uma corrida espacial que condicionava o desenvolvimento científico a uma disputa política e econômica.

A GUERRA FRIA carregava de demagogia os discursos dos líderes que disputavam a paternidade de um sonho: LEVAR O HOMEM AO ESPAÇO.

A ficção, como sempre, saía na frente.

O FLASH GORDON, das histórias em quadrinhos de ALEX RAYMOND, antecipava em 1933 as viagens interplanetárias.

O desenho clássico dessas histórias procurava formas aerodinâmicas terrestres para as naves e construía um herói apolíneo para enfrentar desafios sobre-humanos. FLASH GORDON foi para o cinema em 1936, e, como obra de ficção, naturalmente não precisava se incomodar com gravidade, pressão atmosférica, órbitas estáveis ou reentrada na atmosfera... Mas, no duro trabalho dos laboratórios, eram essas as maiores preocupações dos técnicos. Já se sabia como colocar um equipamento em órbita, mas como trazê-lo de volta?

Quando o SPUTNIK 1 penetrou a atmosfera, o atrito com o ar fez com que ele fosse ficando retorcido e fosse se quebrando em várias partes. Isso acontece todas as vezes que a gente sai de um meio como o vácuo, por exemplo, e entra na atmosfera, um meio mais denso, ou então do ar para a água, como por exemplo um mergulho de mau jeito em uma piscina. A Solução estava em encontrar materiais resistentes para revestir a cápsula e na escolha do ângulo correto para a reentrada.
Quando, em 12 de abril de 1961, YURI GAGARIN afivelava os cintos a bordo da VOSTOK 1, os técnicos da então UNIÃO SOVIÉTICA tinham algumas certezas e muitas dúvidas. O risco era grande, mas a aventura valia a pena.

GAGARIN não era nenhum Apolo nem tinha veia poética... mas foi muito feliz na sua primeira e simples frase: "A Terra É AZUL!"
A VOSTOK 1 completou 108 minutos em órbita em torno da Terra e reentrou com sucesso. Os técnicos americanos também sofreram as mesmas tensões no vôo sub-orbital com 15 minutos de duração de ALLAN SHEPARD algumas semanas depois.
Apesar de não completar uma volta, também tinha as dificuldades da reentrada.
Imagem Iuri Gargarin
Iuri Gagarin
O primeiro vôo orbital americano aconteceu quase um ano depois, com JOHN GLENN numa cápsula do projeto MERCURY, que completou 3 órbitas em torno da Terra. Mas nenhum desses feitos superava o sucesso de GAGARIN e a liderança SOVIÉTICA na exploração espacial.

Usando seu prestígio internacional, o presidente JOHN KENNEDY, já com os rascunhos do PROJETO Apolo nas mãos, lançava, em 25 de maio de 1961, o desafio de em 10 anos um americano caminhar na Lua. Independentemente das jogadas políticas ou da propaganda, a proposta de KENNEDY falava de um sonho de toda a humanidade: conhecer a Lua de perto.

A polêmica estava lançada... os milhões de dólares e de rublos gastos nessa aventura para a Lua não seriam melhor aplicados em projetos contra a fome e a miséria, em projetos sociais ou educacionais?

E mais . . . os técnicos discutiam a importância dos vôos tripulados à Lua, já que as sondas mecânicas poderiam realizar essas viagens com menor custo e menores riscos. Tanto que esse foi o caminho escolhido pelo programa espacial soviético, a partir de 1968. O Congresso Nacional dos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA DO NORTE aprovou as idéias de KENNEDY. Assim, iniciava-se a corrida à Lua.

A fase tripulada do projeto Apolo para a Lua só começou em 1968. Antes disso, foram centenas de testes com o propulsor SATURNO V e com a cápsula para três astronautas. Enquanto isso, VALENTINA TERESCHKOWA, a primeira mulher a ir para o espaço, participava da segunda missão com duas naves em órbita: ela na VOSTOK 6 e VALERY BYKOVSKY na VOSTOK 5. Paralelamente, prosseguia a série de lançamentos das sondas LUNA, iniciada em 1958 e que no ano seguinte já revelava a face oculta da Lua.

Depois de vários insucessos, as PIONNER e as RANGER americanas seguiram os passos das sondas soviéticas e ampliaram o conhecimento sobre o primeiro alvo dos projetos espaciais.
Os vôos tripulados também ocorriam num clima de disputa pela primazia nos grandes feitos. Os conquistadores que dividiram o espólio tecnológico alemão da Segunda Guerra buscavam a hegemonia do espaço. Os soviéticos mantinham a liderança, colocando o primeiro homem flutuando fora de uma nave e transportando os primeiros passageiros não astronautas para o espaço.

O projeto GEMINI recuperava o prestígio americano, usando os propulsores da nave para mudanças de órbita e realização de manobras e acoplamentos. Nessa correria acabou acontecendo o que ninguém queria, mas alguns já esperavam. Na pressa de sair na frente, as duas primeiras naves dos projetos Apolo e SOYUZ acabaram provocando as primeiras vítimas. Os três tripulantes da Apolo 6 nem chegaram a decolar, vitimados por um incêndio no último teste antes do lançamento.
Aos nomes de VIRGIL GRISSON, EDWARD WHITE E ROGER CHAFFEE viria a se juntar o do cosmonauta VLADIMIR KOMAROV, morto ao voltar do espaço no primeiro teste tripulado da SOYUZ, em função da explosão de um retrofoguete.

Para abafar as tragédias, foram veiculadas as boas notícias da LUNA 10 soviética, que se transformou na primeira Lua da Lua, e do primeiro pouso na Lua da SURVEYOR americana.
A partir daí, os caminhos começaram a ficar diferentes. Os soviéticos se definiram pelas naves não tripuladas com o feito da ZOND 5, que fez a primeira viagem de ida e volta à Lua.

Os americanos seguiram o projeto Apolo, testando o MÓDULO LUNAR em órbita do nosso satélite natural.

Imagem Saturno V
O Saturno V
No dia 20 de julho de 1969, MICHAEL COLLINS, EDWIN ALDRIN e NEIL ARMSTRONG esperavam a contagem regressiva no interior da Apolo 11, batizada de "COLUMBIA". Mais de um bilhão de pessoas observavam pela televisão o lançamento do poderoso SATURNO V.

Os 180 milhões de cavalos de potência ergueram do Solo os 3.400.000 quilogramas de massa de equipamento.

Onze minutos e 53 segundos depois, o COLUMBIA estava voando em torno da Terra a 28.800km/h. Sessenta e duas horas depois do lançamento, o COLUMBIA e o MÓDULO LUNAR, ligados pelos narizes, entravam em órbita lunar. ALDRIN e ARMSTRONG passaram para o MÓDULO e COLLINS ficou na COLUMBIA, coordenando a descida para a Lua.

Outro dia o porteiro do meu prédio tomou coragem e me parou na saída de casa. Ele sabe que eu trabalho com astronomia e mandou a pergunta: "É VERDADE MESMO, TEVE UM HOMEM ANDANDO NA LUA? "

Pois é... hoje, 25 anos depois, tem gente que não acredita.

Essa resistência em aceitar uma grande conquista científica e tecnológica é, contraditoriamente, um bom exemplo da importância desse evento para a humanidade. E, ao mesmo tempo, ilustra a grande distância que existe entre essa evolução tecnocientífica e a realidade das pessoas simples. Especialmente num país como o BRASIL, que está longe de competir com as grandes potências na corrida espacial. Os projetos brasileiros estão começando a se consolidar graças ao grande esforço de nossos técnicos e à cooperação internacional.

O INSTITUTO DE PESQUISAS ESPACIAIS e o CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL vêm cooperando no desenvolvimento da MISSÃO ESPACIAL COMPLETA BRASILEIRA, com a finalidade de estabelecer competência na produção e lançamento de satélites.

No LABORATÓRIO DE INTEGRAÇÃO E TESTES do INPE, em São José dos Campos, São Paulo, estão sendo desenvolvidos e testados os satélites da série SCD, Satélites de Coleta de Dados. Além disso, esse laboratório mantém uma coligação com a empresa nacional, fazendo testes em novos produtos para ela e também para clientes internacionais, como é o caso dos testes que estão sendo realizados para o primeiro satélite argentino.
Imagem laboratório INPE
Laboratório do INPE

Os modelos do SCD 2 - nosso segundo satélite - estão passando por uma série de testes de qualificação. As várias peças estão sendo integradas e testadas nesse laboratório. Só depois disso é que ele pode ir para o espaço. Eles têm um alto índice de nacionalização e uma evolução tecnológica razoável. O SCD 1, muito parecido com SCD 2, já está em órbita e foi lançado em 09 de fevereiro de 1993, lá dos ESTADOS UNIDOS. O lançamento foi realizado por um foguete PEGASUS, que começou sua viagem sustentado por um BOEING B-52, que por sua vez decolou do KENNEDY SPACE CENTER e conduziu o foguete e o satélite acoplados até a altura de 13 km. A partir daí o PEGASUS se encarregou do vôo, consumindo seus três estágios para colocar o SCD 1 em uma órbita média de 750 km acima da superfície da Terra.

No CENTRO DE RASTREIO E CONTROLE DE SATÉLITES, os técnicos do INPE fazem o acompanhamento e a centralização dos dados coletados pelas outras estações espalhadas pelo país. É um grande passo no domínio da tecnologia de construir e operar satélites em órbita, o que viabilizará a autonomia do país no setor. O SCD 1 opera nos controles de emissão de gás carbônico e da camada de ozônio, bem como em medidas metereológicas e registros de marés. Os dados são processados e repassados aos usuários do sistema: os institutos metereológicos, as agências ambientais nacionais e estrangeiras etc.

A outra vertente da MISSÃO ESPACIAL COMPLETA BRASILEIRA é a construção de um veículo lançador de satélites.

O CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL, ligado ao Ministério da Aeronáutica, que já vem desenvolvendo propulsores desde a década de 70 com os foguetes da série SONDA, já lançou dois protótipos para testes de componentes do VEÍCULO LANÇADOR DE SATÉLITES, que estão sendo montados nas instalações do CTA em São José dos Campos.

Imagem VLS
Veículo lançador de satélite
O VLS está projetado para ter aproximadamente 19 metros de comprimento, incluindo a carga útil. Atualmente, a fase é de montagem de modelos para testes de vibração. São 4 estágios, sendo que o primeiro tem 4 motores que conseguem tirar do chão as 50 toneladas do veículo. Este foguete terá capacidade de colocar em órbita satélites de até 200 kg, entre equipamento e estruturas.

O resultado desse esforço se concretiza no CENTRO DE LANÇAMENTO DE ALCÂNTARA, no Estado do MARANHÃO, onde, além de toda a infra-estrutura para as rampas de lançamento, estão preparados os equipamentos para guiagem dos veículos.

O passo mais recente da ASTRONÁUTICA para a astronomia foi o lançamento do telescópio orbital HUBBLE. O projeto do HUBBLE já tinha mais de vinte anos quando o SPACE SHUTTLE DISCOVERY partiu do centro espacial KENNEDY, no dia 24 de abril de 1990. O ônibus espacial colocou o HUBBLE numa órbita a aproximadamente 600 km da Terra.

Lá, ele está livre das dificuldades que a atmosfera cria para as observações, e seu espelho principal de cerca de 2 metros e meio pode oferecer aos pesquisadores muitas novidades sobre o universo. O HUBBLE pode operar tanto no visual como no ultravioleta, graças ao seus sistemas múltiplos de detecção. Ele também leva um espectrógrafo de alta definição, capaz de análises detalhadas dos objetos observados.

Satélites, sondas, telescópio orbital, ônibus espaciais, naves tripuladas ou não... dá pra pensar num congestionamento no espaço! E é quase isso mesmo, porque, além dos equipamentos, ficam em órbita estágios abandonados de foguetes e outros objetos. É o chamado LIXO ESPACIAL. É que a corrida ao espaço não acabou com a conquista da Lua. Muito pelo contrário. Além das missões Apolo, que continuaram até 1972, as sondas mecânicas soviéticas da série ZOND continuaram visitando a Lua até 1976.

Enquanto as crises econômicas diminuíam o ímpeto dos projetos da NASA, das bases soviéticas continuava a subir quase uma centena de foguetes por ano. A maior parte desses lançamentos envolvia as estações espaciais SALYUT e MIR.

Os projetos espaciais da RÚSSIA, depois do fim da UNIÃO SOVIÉTICA, estão mudando velozmente. No final de 1993, foi assinado um grande acordo de cooperação entre a RÚSSIA, a agência EUROPÉIA e a NASA, para vôos conjuntos e desenvolvimento de uma grande estação orbital internacional. Está nascendo uma nova geração de ônibus espaciais, que vai substituir os DISCOVERY e os COLUMBIA com vantagens de custo/benefício... É o que se espera.
Talvez agora a corrida espacial possa se dar em busca do conhecimento, e não simplesmente pela vitória.

E quais serão os próximos objetivos? MARTE? VIAGENS INTERESTELARES?

Não faltam planos para isso, e todos incluem a Lua como ponto intermediário importante em todas as viagens, incluindo aquelas de longo curso.

As sondas interplanetárias continuam desvendando mistérios do sistema solar e os telescópios orbitais investigam as origens do universo. Mas, a cada resposta surge uma infinidade de novas perguntas. E essa busca, que começou com lunetas e desenhos, transformou-se numa das maiores aventuras da raça humana.

As vezes, é como olhar para o nada.
As vezes, é como caminhar para o infinito.
É como se tudo estivesse lá... esperando por nós.



ENSINAR E APRENDER

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- Debate em sala de aula, principalmente com alunos do 2° grau. Depois de ver o programa, os alunos devem formar dois grupos. O primeiro vai defender a Conquista Espacial pelo que ela representa de avanço tecnológico e expansão dos domínios humanos no universo; e o segundo grupo vai defender a permanência do homem na Terra e os investimentos para Melhorar a Qualidade de Vida.

Essa atividade pode ser desenvolvida de maneira interdisciplinar, envolvendo os professores de Geografia e História, além dos professores de Biologia, Química e Física.