
![]() |
Índice de Programas |
Índice fauna e flora |
Ensinar e Aprender |
|
|
A origem do Brasil como nação está ligada ao mar, às habilidades dos navegantes de além-mar, aos conhecimentos das tribos litorâneas, dos caiçaras de todas as praias de armação do país. Cada um tem sua própria impressão sobre o mar.
"O mar pra mim é um... um grande
sonho..."
"Pra mim, o mar é vida. É
o que tem de mais importante pra mim. Eu dependo dele, eu sobrevivo
dele."
"O mar, pra mim, é violento.
Tem pescador que não acha, mas eu acho o mar muito perigoso".
"Pra mim, a primeira idéia
é que o mar é muito misterioso... Que tem tanta coisa
no fundo do mar que a gente não tem idéia mesmo."
"O mar pra mim... eu gosto dele. Também
nunca abusei com ele. Eu respeito. O mar é meu amigo, sabe. Quando
ele tá muito bravo e eu entro nele, ele fica mansinho."
Todos os povos primitivos criaram lendas
e mitologias onde a formação das águas desempenha
um papel essencial. Os ancestrais do homem viveram, provavelmente, longe
do mar, daí talvez o espanto de muitos diante da imensidão
dos oceanos. Mas há mais de 8 mil anos o Mar Egeu já recebia
um intenso fluxo comercial.
![]() Mediterrâneo e Egeu: intenso fluxo comercial Foi certamente com Aristóteles (384-322 a.C.) que surgiu o interesse científico semelhante ao que entendemos hoje. Aristóteles elaborou um catálogo de animais marinhos do Mar Mediterrâneo e levantou questões sobre a origem das marés, das ondas e do sal.
"Eu acredito que a oceanografia brasileira
teve um progresso muito bom, de certo modo forçado pelas exigências
de novas tecnologias de preservação de áreas ao
longo da costa, zona exclusiva de pesca. Isso deu um novo ânimo,
trazendo recursos para novos projetos. A formação naturalística
do antigo curso de História Natural teve uma influência
bastante sensível nos rumos da oceanografia brasileira. A ecologia
estava intrínseca, era instintiva nos conceitos dos mestres que
vieram da Europa. Como a ciência estava sendo divulgada há
muito mais tempo na Europa, os pesquisadores europeus estavam sentindo
instintivamente a importância de preservar o meio ambiente e de
descobrir métodos não predatórios para a exploração."
A degeneração dos ambientes estuarinos, onde os manguezais desempenham papel fundamental, foi responsável pelos primeiros sinais de alerta. Hoje, boa parte dos trabalhos é orientada pelos conceitos de manutenção ou recuperação do equilíbrio ecológico.
"O homem foi se apoderando dos estuários. São áreas protegidas, com farto recurso alimentar, e por isso serviam de abrigo às naus, aos primeiros navegadores que aqui foram chegando. Os navegadores foram ocupando desenfreadamente os estuários, com as tecnologias de suas épocas. Esse tipo de ocupação foi removendo a cobertura vegetal, foi colocando mais sedimento disponível. Hoje nós temos problemas não só de esgotos, mas também de comprometimento de atividades do próprio homem. Quer dizer, o homem está criando limites ao seu próprio desenvolvimento.
Profª Dra. Yara Schaffer Novelli, oceanógrafa Depto. de Oceanografia Biológica - USP
Nem mesmo um dos mais conhecidos cartões postais do mundo conseguiu impressionar suficientemente a população, os dirigentes e a sociedade para uma atitude que prevenisse a deterioração de um dos estuários mais representativos da história do Brasil. Pela barra guarnecida pelo Pão de Açúcar passou grande parte da história da navegação brasileira, desde as naus dos desbravadores até os mais modernos equipamentos que a Marinha utiliza nos serviços do mar. A Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha é responsável por todas as cartas náuticas que orientam os navegadores na costa brasileira. São os navios especializados da DHN que estão realizando os levantamentos batimétricos necessários ao estabelecimento real de nossas fronteiras marítimas. O Centro Cultural da Marinha, criado num antigo armazém restaurado na área portuária do Rio de Janeiro, cumpre dupla função educativa: atrai um grande público para conhecer um pouco sobre o mar e, pela sua própria localização, colabora para a revitalização desse espaço.
Cte. Max Justo Guedes, diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha - RJ
Nos últimos anos, graças às pressões de grupos ambientalistas nacionais e internacionais, estão sendo implementados projetos de despoluição da Baía da Guanabara. O mesmo está acontecendo na Baía de Todos os Santos e na região de Santos e Cubatão. É importante que essa preocupação se estenda a todos os estuários do país.
PÁGINA ANTERIOR PRÓXIMA PÁGINA |